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sábado, 5 de fevereiro de 2011

TEATRO - As Quatro Sementinhas

Um caipira saiu a semear...

É uma versão da parábola do semeador(Lucas 8 de 4 a 15), contada para crianças, interpretada por crianças...
SEMEADOR: “que bão dia para samiá umas semente! ispero que elas brote e dê muitos fruto! Pena que num depende de mim o seu crescimento , mas minha parte eu tô fazeno (olha pro chão, perto do saco de sementes) _uai, sô! O saco deve tê rasgado e caiu quatro sementinha aqui no chão (abaixa-se e as pega) _vão sê as primeira a sê samiada.... (sai em seguida)
NARRADOR: Então o semeador passou o dia inteiro semeando todas as sementes que havia colocado em sua sacola... estava um dia maravilhoso e ele trabalhava com muita vontade e alegria...
Haviam passarinhos cantando bem alto nos pés de eucalipto, o sol iluminava de um dourado maravilhoso o milharal do sitio vizinho, que era cercado por umas plantas espinhosas, mas apesar do perigo dos espinhos, até que era uma cerca muito bonita que se estendia até umas pedreiras lá no alto do morro... o semeador trabalhou duro, mas nunca deixava o sorriso sair do seu rosto, pois aquela era sua vida...
No fim da tarde, quando o sol já estava se despedindo, o semeador volta para sua casa, feliz por mais um dia de trabalho...agora era só esperar as sementinhas germinarem...
SEMENTINHA 1: Acho que caí de mal jeito...ai, minhas costas..parece que fui pisada...preciso chegar naquela terrinha ali..não vejo a hora de nascer!!
CORVO: Hum...olá sementinha...
SEMENTINHA 1: Quem é você?
CORVO: Eu??? Sou um corvo.
SEMENTINHA 1: Corvo? O que é um corvo?
CORVO: Eu sou uma ave... Sabe o que nós aves mais gostamos de fazer?
SEMENTINHA 1: Não... Nunca conversei com ninguém, que não fosse semente.
CORVO: Gostamos de engolir sementes apetitosas e gordinhas como você....uahh!!
SEMENTINHA 1: Socorro!!! Alguém me ajude!!!
o corvo a ataca...
SEMENTINHA 2: Ai , que alegria! Estou germinando! Vejam minha raiz aparecendo, logo, logo darei muitos, frutos para alegria de todos! lá-lá-lá-lá....
o sol aparece
SEMENTINHA 2: Puxa vida, que calorão!!!
SOL: É verdade, sementinha... Hoje nem eu estou me aguentando...ufa!!
SEMENTINHA 2: Será que não dá pro senhor ir mais pra lá, não? Eu estou ficando desidrata!
SOL: É uma pena... Fui criado para não sair daqui... Não posso fazer nada... Só vai melhorar lá pelas cinco e meia da tarde...
SEMENTINHA 2: Mas seu sol, não tô aguentando... Preciso de água senão vou morrer! Alguém me ajude! Água, água!!! Água!!! Cof!!! Cof!!! Água!!!
SOL: Sinto muito, mas quando me emociono, esquento ainda mais...buá – tadinha da sementinha...
SEMENTINHA 2: Água...á-g-u-a...á... ( se encolhe e fecha os olhos) adeus, estou morrendo...
o sol continua chorando
SEMENTINHA 3: Aqui estou eu! Já estou crescendo, vejam que bom lugar eu estou, protegida do corvo que comeu a minha amiga e protegida do sol que secou a outra sementinha...coitadinhas...ainda bem que me dei bem...
ESPINHEIRO: Com licença, ô sementinha...
SEMENTINHA 3: Pois não, espinheiro...quer dizer alguma coisa?
ESPINHEIRO: Sabe o que é? Essa terra já tem dono..os espinheiros já vivem aqui por muito tempo, não sei se você vai conseguir viver no meio de tantos espinhos, não...
SEMENTINHA 3: Ué, por que você tá dizendo isso agora? Nós crescemos juntos...
ESPINHEIRO: é, mas as plantas da minha família crescem mais rápido e jogamos nossos braços por todo lado e sinto que vou crescer mais... (começa a levantar devagar e abraça a sementinha).
SEMENTINHA 3: Tire essas mãos espinhentas de cima de mim!! Eu quero crescer!!!
ESPINHEIRO: Não posso, faz parte da minha natureza enrolar em qualquer coisa!
SEMENTINHA 3: Me solta!!! Socorro!! Você está me sufocando! Cof! Cof! Aiii!!! Cof! Cof!
ESPINHEIRO: Sinto muito, sementinha, não posso fazer nada!
(a sementinha morre nos braços do espinheiro)
ESPINHEIRO: Eu tentei avisar... Essa terra só dá espinhos...
árvore entra
SEMEADOR: Mas que belezura de arve, meu Deus...óia só quanta fruta nela! é já tá na hora de coiê o que eu prantei...bem dispos eu faço isso..agora vô discansá um poco imbaixo dessa sombrinha...
ÁRVORE: Olha só como estou linda! Eu também era uma sementinha, mas tive tudo a meu favor. Cresci em terra boa... Não fui comida pelos pássaros, não fui pisada... Tive sol na medida certa... Não fui jogada no meio das pedras e nem no meio dos espinhos... Aí vieram as chuvas e aqui estou eu! Firme! Forte! Feliz e alegre!
NARRADOR: “ e os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?
Respondeu-lhes jesus:
A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e , ouvindo, não entendam.
Este é o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus;
A que caiu a beira do caminho são os que a ouviram; Vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos...
A que caiu sobre a pedra, são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não tem raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam...
A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer...
A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança...”

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TEATRO - Hora do Café (O Caminho de Emaús)

Escrito por John Hastings / Tradução: Matheus Kich Soares
Resumo: Esta é uma versão moderna da “Estrada de Emaús”, aparição de Jesus ressuscitado pra os discípulos.
Estilo: Dramático
Duração: 5 minutos
Atores: 3 Masculinos/Femininos, 1 Masculino, 1 Voz para o Jornalista
Escrituras: Lucas 24:13-35; Salmo 16:10; Isaías 53;4-12

Personagens:
Joana
Carlos
Paula
Desconhecido
Voz do Jornalista

Cenário:
A cena se passa na cantina em um lugar de trabalho(uma fábrica ou similar), com uma mesa e quatro cadeiras, e um rádio na mesa.
(Joana entra carregando uma bandeja com um bule de café e xícaras. Carlos e Paula entram depois)

JOANA: Hora do café! Venham pegar.
CARLOS: Apenas o trabalho. Obrigada, Joana.
JOANA: Vamos lá Paula, hora do café!
PAULA: Obrigado, Joana. Quais são as últimas notícias? (Liga o rádio)
JORNALISTA: ...e isso conclui nossa reportagem no Parlamento hoje. O mistério aumenta em torno da morte do pregador que foi assassinado na semana passada. Esta manhã seu túmulo foi encontrado aberto e o caixão estava vazio.
CARLOS: Desliga isso!
JORNALISTA: Vários seguidores do pregador alegam que o viram vivo no cemitério.
CARLOS: (Desliga o rádio) Que absurdo!
JOANA: Porque você fez isso? Estava interessante!
CARLOS: Bobagem. Essa conversa de um homem ser assassinado e depois voltar a vida!
PAULA: Está aqui no jornal também. (abre o jornal) Olha aqui. Tem até uma foto do túmulo aberto!
CARLOS: Qualquer um pode abrir um túmulo. Vândalos! O homem está morto. Porque eles não deixam ele descansar em paz!
JOANA: Bem, eu não sei. (Toma um pouco de café)
(O Desconhecido entra)
DESCONHECIDO: É aqui que temos nossa hora do café?
PAULA: Sim, Sente-se aqui.
JOANA: Aqui tem uma xícara, e aqui está o açúcar.
DESCONHECIDO: Obrigada. Sobre o que vocês estavam falando agora?
JOANA: Sobre este jovem pregador que foi assassinado, e estão dizendo que ele voltou a vida.
CARLOS: Isso é tudo um golpe. Você vai ver.
PAULA: Bem, eu acho que pode ser verdade. Olhe, (abre o jornal) esta foto mostra o túmulo e o caixão abertos, aqui em baixo.
JOANA: (Para o Desconhecido) O que você acha disso?
DESCONHECIDO: Eu acho que se Deus quiser trazer alguém de volta a vida, porque Ele não faria isso?
JOANA: Mas as coisas não acontecem assim, não é?
DESCONHECIDO: Você sabe, a Bíblia diz que: Deus não vai deixar o homem, que Ele escolheu, no túmulo.
JOANA: Isso é verdade?
DESCONHECIDO: Também diz que; Deus vai enviar um homem, que vai morrer por todos os erros, que todos cometeram. E Deus vai ressuscitá-lo dos mortos.
JOANA: E você acha que esse pregador pode ser o homem que Deus enviou?
DESCONHECIDO: Eu tenho certeza disso. (Toma seu café) Obrigada pelo café, agora tenho que ir (Desconhecido sai).
JOANA: Sim, vamos lá vocês dois também, a hora do café acabou. Voltem ao trabalho.
CARLOS: Que cara estranho. Quem era ele?
JOANA: Ele deve ser novo aqui. Nunca vi ele antes.
CARLOS: O que houve Paula?
PAULA: (Olha para o jornal) Olhem! Tem uma foto dele aqui!
JOANA: Foto de quem?
PAULA: Do pregador que foi morto.
CARLOS: E daí?
PAULA: Vocês não o reconhecem? É aquele homem que estava sentado aqui falando conosco!
JOANA: Você está certa! Então, Ele realmente está vivo.
CARLOS: Bem, até parece ele, mas eu não acho que...
PAULA: É claro que é ele! Ele está vivo! Ele estava sentado aqui tomando café e falando conosco.
(Joana se levanta)
CARLOS: Aonde você vai, Joana?
JOANA: Telefonar para o jornal. Se um homem morto voltou a vida, que notícia! Todos deveriam saber disso!
(Joana vai embora, Paula e Carlos olham um para o outro, e vão atrás dela)

TEATRO - O Cego de Jericó

A história de Bartimeu, o cego de Jericó. Desde o momento que ele ouve falar de Jesus, o filho de Davi, de suas pregações e seus milagres.

Esta versão da história tem um jeito caipira, o que torna o drama do Bartimeu, mais cômico. Ele ainda começa “espraguejando” as pessoas que não querem ajudá-lo...

Referência Marcos 10: 46...
Personagens: Bartimeu / Débora / Timóteo / Jesus / Duas Mulheres / Um Discípulo
BARTIMEU: Uma esmolinha, por amor de Iavé! Uma esmolinha ao pobre cego. Por amor de nosso pai Abraão, e nossa mãe, Sara, me deem uma esmolinha! Pelo amor de Iavé, tenha pena do pobre cego Bartimeu! Ô meu Deus, hoje tá fraco por demais.
(algumas pessoas passam, mas não lhe dão atenção)
BARTIMEU: Eita que o povo de Jericó tá cada vez mais avarento! Tenha cuidado não, seus mão de vaca! Cês num são filho de Abrão que não,cês são tude é filho de Saul, filho de Hamã, filho de Jezabel! Seus mão de vaca!
DÉBORA: Se acalme Bartimeu. Falando desse jeito é que ninguém lhe ajudar mesmo!
BARTIMEU: Débora, você já chegou!
DÉBORA: Cheguei sim! E trouxe uns pães bem quentinhos e um pouco de leite.
BARTIMEU: Graças a Jeová que você veio. Porque se dependesse desse bando de filho de Jezabel eu ia ficar o dia inteiro sem comer nada!
DÉBORA: Bartimeu, não fale assim! Eles são filho de Jeová também. É que eles também têm seus afazeres ora!
BARTIMEU: mas num custa nada dá um dracmazinho pro ceguinho aqui.
DÉBORA: Vai vê, eles não tem tanto dinheiro, ora. Não tá sabendo que o imperador aumentou os impostos, nessa semana.
BARTIMEU: Droga de vida! Se eu pudesse pelo menos enxergar...
DÉBORA: Ora, deixe de reclamar, sente-se e coma do pão. Fui eu mesmo que fiz.
BARTIMEU: Está muito bom, mesmo!
DÉBORA: Se você pelo menos pudesse ir até Jesus de Nazaré!
BARTIMEU: Jesus de onde?
DÉBORA: De Nazaré.
BARTIMEU: Nazaré!? Ah, bom... E o quê que tem esse tal Jesus de Nazaré?
DÉBORA: Vem dizer que você nunca ouviu falar do Jesus?
BARTIMEU: Não. É mais um revoltado contra o império?
DÉBORA: Eu não sei muito bem, não. Só sei que ele fala que o Reino Deus está chegando e que anda por todo o Israel pregando pra grandes multidões. Dizem que ele é o sucessor do Profeta João Batista. Você lembra-se dele?
BARTIMEU: Lembro. Mas eu não entendi por que você disse: “Se ao menos eu pudesse ir até Jesus”.
DÉBORA: Sim, ia esquecendo. É que alguns dizem que ele faz milagres. Que ele já curou paralíticos, mudos, e até cegos, feito você. Parece que ele é da descendência do Rei Davi.
BARTIMEU: Do rei Davi?
DÉBORA: Isso. Alguns dizem que ele é o filho de Deus.
BARTIMEU: Filho de Deus?
DÉBORA: Pois é. Dizem até que Ele já transformou água em vinho! Imagina? Ta gostando do pão e do leite, Bartimeu?
BARTIMEU: Estou sim!
DÉBORA: Pois eu já vou, viu Bartimeu! Amanhã, se minha mãe deixar, eu apareço e lhe conto mais sobre o tal Jesus de Nazaré!
BARTIMEU: Está certo, Débora.
DÉBORA: Pois já vou indo. Tchau!
BARTIMEU: Vá com Jeová e muito obrigado pela comida!
DÉBORA: Tá certo!
(Bartimeu fica reflexivo)
BARTIMEU: Será mesmo que Jesus de Nazaré pode me curar. Ó meu Deus! Talvez essa seja minha única esperança. Tomara que algum dia ele venha até Jericó. Quem sabe ele me cura e daí eu posso enxergar as coisas como as outras pessoas. Ó meu Deus, me ajude.
TIMÓTEO: Oh o ceguim! Como é que tá Bartimeu? Gostou da pintura da sinagoga?
BARTIMEU: Ora, mas deixe de ser besta, seu canalha véi! Ta vendo que eu não vejo nada! Como é que eu posso saber se ficou bonito?
TIMÓTEO: Ih, é mesmo ó. Tinha esquecido disso... E a Débora veio por aqui hoje?
BARTIMEU: E pra quê tu quer saber? Tu pensa que ela gosta de tu? Gosta não, meu irmão. Ela gosta é de gente séria, num gosta de canalhice, não.
TIMÓTEO: Mas quem disse que eu sou canalha. Sou muito é sério, tá vendo não, come estes teus olhos?
BARTIMEU: Num tô dizendo! Num tô dizendo!
TIMÓTEO: Mas é só contigo, que eu sou assim. É que eu gosto de você Bartimeu. Mas lá na sinagoga, o Rabino disse que eu tenho grande chance de ser um bom líder religioso.
BARTIMEU: Porque ele não te conhece!
TIMÓTEO: Pois se você não gosta de mim, eu vou deixar de falar com você.
BARTIMEU: Pois eu acho é bom!
TIMÓTEO: Ah é né, destá, viu ceguim! Pois depois, num reclame!
(silêncio)
TIMÓTEO: Ô ceguim.
BARTIMEU: Que é?
TIMÓTEO: Já ouviu falar de Jesus de Nazaré?
BARTIMEU: Jesus? Ouvi sim. Por quê.
TIMÓTEO: Não, é que ele está na Judeia
BARTIMEU: Na Judeia!? Será que ele vai passar por aqui?
TIMÓTEO: Não sei.
BARTIMEU: Por que você não me leva até Ele, Timóteo?
TIMÓTEO: Bem que eu queria, mas é que o Rabino disse pra nós não ouvirmos o que Jesus de Nazaré fala. Ele não iria gostar de saber que eu fui até Ele.
BARTIMEU: Mas ele é o filho de Deus, Timóteo! Ele é o filho do rei Davi. Eu sinto que ele pode me curar, Timóteo, eu sinto dentro de mim que se ele quiser, eu posso enxergar!
TIMÓTEO: Pois é ceguim, mas eu não posso ir lá... E eu já vou indo. Amanhã, se der, eu venho lhe buscar pra lhe levar à sinagoga.
BARTIMEU: Que sinagoga! Eu quero é ver Jesus de Nazaré, isso sim!
TIMÓTEO: Mas infelizmente, eu não posso fazer isso. Infelizmente. Até amanhã.
BARTIMEU: Sinagoga. Eu lá quero ir pra sinagoga. Eu quero é ir pra Judeia, ver Jesus.
NARRAÇÃO: Aquela noite foi uma noite de muitos pensamentos para Bartimeu. Quem era aquele homem, chamado Jesus de Nazaré, de quem tanto falou Débora e Timóteo? Será mesmo que ele vai passar por Jericó? Será que essa minha vida de escuridão vai se acabar de vez? Essa é minha única esperança? Se ele vier por aqui, não deixarei essa chance passar? Sinto verdadeiramente, em meu coração, que ele é o filho de Deus. Sinto que serei curado. Pensava Bartimeu durante a noite. Ao amanhecer, um alvoroço muito grande tomou a cidade.
(Entra a multidão, fazendo muito algazarra)
BARTIMEU: Mas o que é que ta acontecendo?
MULHER: É Jesus, da cidade de Nazaré, que veio até a nossa cidade!
BARTIMEU: Jesus! Jesus está por aqui?
MULHER: É sim! Chegou nessa manhã.
BARTIMEU: Jesus, filho de Davi, tenha misericórdia de mim! Jesus, eu quero ver! Jesus, filho de Davi, tenha misericórdia de mim! Eu sou cego, desde que nasci, mas sei que o senhor pode me curar!
MULHER 01: Ora, se cale homem, ele está longe, e não pode te ouvir.
MULHER 02: Ele é um homem muito importante. Ele não vai querer falar com você.
MULHER 03: É isso mesmo, agora se cale! Ande se cale!
BARTIMEU: Não, ele vai me ouvir e vai me curar, eu sei disso! Essa é minha única chance! Jesus, filho de Davi, tenha misericórdia de mim! Jesus, eu quero ver! Jesus, filho de Davi, tenha misericórdia de mim!
JESUS: Quem está a me chamar?
DISCÍPULO: Não sei, Mestre. São tantas pessoas.
DÉBORA: Senhor, é Bartimeu, um pobre homem cego. Ele estava lhe esperando a algum tempo, afim de ser curado.
JESUS: Bartimeu? Pois, minha filha, traga-o até mim.
(Débora vai buscar Bartimeu)
TIMÓTEO: Tem bom ânimo, Bartimeu!
DÉBORA: Levanta-te, que Jesus de Nazaré te chama!
(Junto de Timóteo, Débora leva Bartimeu até Jesus)
JESUS: Que queres que te faça?
BARTIMEU: Mestre, que eu tenha vista.
JESUS: Vai, a tua fé te salvou.
BARTIMEU: Eu estou vendo. Débora! É você? Timóteo! É você?! Eu estou vendo! Eu estou vendo! Jesus me curou! Verdadeiramente ele é o filho de Deus, o filho de Deus! Eu estou curando! Curado! Obrigado Jesus! Muito obrigado, Jesus de Nazaré! Muito Obrigado!

TEATRO - O Preço da Fuga

O PREÇO DA FUGA

A desobediência de Jonas quando o Senhor ordenou que fosse a Nínive e fugiu para Társis, suas consequências por ter desobedecido uma ordem direta de Deus.

Adaptação de Nan Breves

CENA 1 - (MÚSICA - Foco em Jonas no centro do palco ouvindo ao Senhor)
NARRAÇÃO - Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai a grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Mas Jonas levantou-se a fim de fugir (Levanta-se e foge) para Társis.
JONAS - Vou descer até Jope e lá encontrarei um navio que me levará até Társis.
NARRAÇÃO - Pagou a sua passagem, e embarcou nele, a fim de ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor. (No meio do palco alguns marinheiros e tripulantes) Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento (Som de vento) e se fez no mar uma grande tempestade, (Som de tempestade) de modo que o navio estava a ponto de se despedaçar. (Enquanto se narra, os atores vão demonstrando através da expressão corporal) Então temeram os marinheiros, e clamava cada um ao seu deus, e lançaram ao mar a carga do navio (Som de mar), para o aliviarem do seu peso. Jonas, porém, descera ao porão, onde se deitou e dormia um profundo sono.
MESTRE DO NAVIO - O que faz aquele homem dormindo no porão, como podes dormir? Levanta-te e invoca o teu deus! Talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos.
NARRAÇÃO - E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
MESTRE DO NAVIO - Declara-nos tu agora, por que nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual é a tua terra? De que povo és?
JONAS - Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra.
NARRAÇÃO - Então os homens se encheram de grande temor. Pois sabiam que fugia da presença do Senhor, porque lhes tinha contado.
TRIPULANTE - O que é isto que fizeste?
MESTRE DO NAVIO - Que te faremos nós, para que o mar se acalme?
JONAS - Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará. Eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.
MESTRE DO NAVIO - Vamos remar e tentar chegar até a terra.
NARRAÇÃO - Entretanto os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra. Mas não podiam, porque o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles.
TRIPULANTE 2 - Ó Senhor, nós te rogamos, não nos deixes perecer por causa da vida deste homem, e não ponhas sobre nós sangue inocente, porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve.
NARRAÇÃO - Então levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar e a sua fúria. A tripulação agradeceu ao Senhor por grande bonança. (MÚSICA)
CENA 2 - (Foco em Jonas dentro de um grande peixe)
NARRAÇÃO - Jonas foi tragado por um grande peixe e ficou por 3 dias e 3 noites nas suas entranhas, e de lá orou ao Senhor.
JONAS - Na minha angustia clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Das profundezas da sepultura gritei, e tu ouviste a minha voz. Tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente me cercou…
NARRAÇÃO -Jonas orou, orou e suplicou ao Senhor que o libertasse das profundezas do mar, da angustia, do sofrimento que passava por causa de sua desobediência.
JONAS - Banido estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a olhar para o teu santo templo. As águas me cercaram até a alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça…
NARRAÇÃO - Jonas arrependido implorou ao Deus todo poderoso o seu favor, para que livrasse a sua alma daquele martírio.
JONAS - Eu desci até os fundamentos dos montes; os ferrolhos da terra. Mas tu fizeste subir a minha vida da cova, ó Senhor, meu Deus. Quando desfalecia em mim a minha alma, eu me lembrei de ti, ó Senhor, e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. Mas eu, com um cântico de ações de graça, oferecerei sacrifício. O que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação.
NARRAÇÃO - E o Senhor atendeu ao clamor de seu servo e falou ao peixe, e ele vomitou a Jonas na terra.
CENA 3 - (Jonas agachado na praia ouve a voz do Senhor)
NARRAÇÃO - Veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, proclama contra ela a mensagem que eu te dou. (Levantando) Levantou Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade, de três dias de jornada. (Jonas chegando em Nínive o povo o cerca para ouvir)
JONAS - Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida.
NARRAÇÃO - Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e vestiram-se de pano de saco, desde o maior até o menor. Quando a notícia chegou ao rei de Nínive, levantou-se ele do seu trono, tirou de si as suas vestes reais, cobriu-se de pano de saco, e assentou-se sobre cinzas.
REI - A partir de hoje que todos os homens e até os animais, não comam, e nem bebam água Estarão todos cobertos de pano de saco, e clamarão fortemente a Deus, e se converterão, cada um do seu mau caminho, e da violência de que há nas suas mãos. Quem sabe se Deus se voltará, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?
NARRAÇÃO - Quando Deus viu a obra deles, e como se converteram do seu mau caminho, Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez. Mas desgostou-se Jonas extremamente, e ficou irado. Não é assim em nossos dias, um ladrão ou assassino quando se arrepende e se converte ao Senhor, não tem a aprovação da sociedade, preferindo vê-lo morto. Essa mesma sociedade é conivente com o aborto, homossexualismo, corrupção, e muitos são consumidores de drogas. Jonas não queria que Deus salvasse o povo de Nínive por seu histórico de sangue, esse povo arrancava a pele dos adversários e os colocava para morrer no sol, depois cortava suas cabeças e as empilhava. Viu Deus que o povo se humilhou e buscou a sua face e achou por bem preservá-los e a sua misericórdia os alcançou.
JONAS - Ó Senhor! Não foi isso o que eu disse estando ainda na minha terra? Por isso é que me apressei a fugir para Társis. Eu sabia que és Deus clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em amor, e que te arrependes do mal. Agora, ó Senhor tira a minha vida, porque melhor me é morrer do que viver.
NARRAÇÃO - E Disse Deus: É razoável essa tua ira? Jonas saiu da cidade ao oriente dela. Fez uma barraca, e se assentou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade. Então o Senhor fez nascer uma aboboreira, (Aparece ao lado de Jonas) que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar de seu enfado, e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira. Mas Deus enviou um bicho, no dia seguinte o qual feriu a aboboreira, e esta secou. Aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o sol feriu a cabeça de Jonas, de sorte que ele desfalecia.
JONAS - Melhor me é morrer do que viver.
NARRAÇÃO - Então Disse Deus: É razoável essa tua ira por causa da aboboreira?
JONAS - É justo que eu me enfade a ponto de desejar a morte.
NARRAÇÃO/DEUS - Tiveste compaixão da aboboreira que não te custou trabalho, a qual não fizeste crescer. Numa noite ela cresceu e numa noite pereceu. Mas em Nínive há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda, e também muito gado. Não hei de eu ter compaixão dessa grande cidade? (MÚSICA AUMENTA)
NARRAÇÃO - “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”. Estamos vivendo a falta de amor, o individualismo, a soberba, a ganância, onde os bens materiais são mais importantes que as vidas, onde o dinheiro predomina e eleva pessoas sem caráter, afeição e sem amor. Jesus está voltando! Creia na sua promessa e viva pra Ele, a vida de quem é fiel é de luta, mas Deus o prova e depois o aprova, Deus é amoroso, é Pai e o Pai nunca desampara seu filho, nunca seja desobediente porque não há derrota para o servo fiel, seja fiel, e viva com Ele até o dia da sua vinda gloriosa.
FIM

Direitos Reservados@
Escrito por Nan Breves em Setúbal - Portugal - nos dias 03 e 04 de Dezembro de 2009
Apoio: Bibliaworldnet