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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TEATRO - Hora do Café (O Caminho de Emaús)

Escrito por John Hastings / Tradução: Matheus Kich Soares
Resumo: Esta é uma versão moderna da “Estrada de Emaús”, aparição de Jesus ressuscitado pra os discípulos.
Estilo: Dramático
Duração: 5 minutos
Atores: 3 Masculinos/Femininos, 1 Masculino, 1 Voz para o Jornalista
Escrituras: Lucas 24:13-35; Salmo 16:10; Isaías 53;4-12

Personagens:
Joana
Carlos
Paula
Desconhecido
Voz do Jornalista

Cenário:
A cena se passa na cantina em um lugar de trabalho(uma fábrica ou similar), com uma mesa e quatro cadeiras, e um rádio na mesa.
(Joana entra carregando uma bandeja com um bule de café e xícaras. Carlos e Paula entram depois)

JOANA: Hora do café! Venham pegar.
CARLOS: Apenas o trabalho. Obrigada, Joana.
JOANA: Vamos lá Paula, hora do café!
PAULA: Obrigado, Joana. Quais são as últimas notícias? (Liga o rádio)
JORNALISTA: ...e isso conclui nossa reportagem no Parlamento hoje. O mistério aumenta em torno da morte do pregador que foi assassinado na semana passada. Esta manhã seu túmulo foi encontrado aberto e o caixão estava vazio.
CARLOS: Desliga isso!
JORNALISTA: Vários seguidores do pregador alegam que o viram vivo no cemitério.
CARLOS: (Desliga o rádio) Que absurdo!
JOANA: Porque você fez isso? Estava interessante!
CARLOS: Bobagem. Essa conversa de um homem ser assassinado e depois voltar a vida!
PAULA: Está aqui no jornal também. (abre o jornal) Olha aqui. Tem até uma foto do túmulo aberto!
CARLOS: Qualquer um pode abrir um túmulo. Vândalos! O homem está morto. Porque eles não deixam ele descansar em paz!
JOANA: Bem, eu não sei. (Toma um pouco de café)
(O Desconhecido entra)
DESCONHECIDO: É aqui que temos nossa hora do café?
PAULA: Sim, Sente-se aqui.
JOANA: Aqui tem uma xícara, e aqui está o açúcar.
DESCONHECIDO: Obrigada. Sobre o que vocês estavam falando agora?
JOANA: Sobre este jovem pregador que foi assassinado, e estão dizendo que ele voltou a vida.
CARLOS: Isso é tudo um golpe. Você vai ver.
PAULA: Bem, eu acho que pode ser verdade. Olhe, (abre o jornal) esta foto mostra o túmulo e o caixão abertos, aqui em baixo.
JOANA: (Para o Desconhecido) O que você acha disso?
DESCONHECIDO: Eu acho que se Deus quiser trazer alguém de volta a vida, porque Ele não faria isso?
JOANA: Mas as coisas não acontecem assim, não é?
DESCONHECIDO: Você sabe, a Bíblia diz que: Deus não vai deixar o homem, que Ele escolheu, no túmulo.
JOANA: Isso é verdade?
DESCONHECIDO: Também diz que; Deus vai enviar um homem, que vai morrer por todos os erros, que todos cometeram. E Deus vai ressuscitá-lo dos mortos.
JOANA: E você acha que esse pregador pode ser o homem que Deus enviou?
DESCONHECIDO: Eu tenho certeza disso. (Toma seu café) Obrigada pelo café, agora tenho que ir (Desconhecido sai).
JOANA: Sim, vamos lá vocês dois também, a hora do café acabou. Voltem ao trabalho.
CARLOS: Que cara estranho. Quem era ele?
JOANA: Ele deve ser novo aqui. Nunca vi ele antes.
CARLOS: O que houve Paula?
PAULA: (Olha para o jornal) Olhem! Tem uma foto dele aqui!
JOANA: Foto de quem?
PAULA: Do pregador que foi morto.
CARLOS: E daí?
PAULA: Vocês não o reconhecem? É aquele homem que estava sentado aqui falando conosco!
JOANA: Você está certa! Então, Ele realmente está vivo.
CARLOS: Bem, até parece ele, mas eu não acho que...
PAULA: É claro que é ele! Ele está vivo! Ele estava sentado aqui tomando café e falando conosco.
(Joana se levanta)
CARLOS: Aonde você vai, Joana?
JOANA: Telefonar para o jornal. Se um homem morto voltou a vida, que notícia! Todos deveriam saber disso!
(Joana vai embora, Paula e Carlos olham um para o outro, e vão atrás dela)

TEATRO - Filho Pródigo

A história do Filho pródigo dispensa sinopse... O filho mais novo vai... gasta... percebe, volta... O pai não desiste(como o papai do céu, não desiste de ti e de mim)...

Cena 1 (casa)Aparece a mãe no interior da casa, arrumando as coisas para o inicio do dia.
O empregado aparece em seguida, também no início das lides diárias.
Entra o pai, com os filhos, lhe seguindo.
PAI: Vejam, meus filhos, que lindo dia o SENHOR nos proporciona. Poderemos trabalhar muito neste dia!
FILHO MAIS NOVO: Pô, lindo dia pode ser, mas trabalhar hoje... pra que? (todo insatisfeito)
FILHO MAIS VELHO: Pare de reclamar.
Passam pelo o empregado os filhos seguem adiante, o pai pára para conversar.
EMPREGADO: Bom dia, patrão! Lindo dia!
PAI: Olá, lindo dia sim, DEUS nos proporcionou um dia maravilhoso para adiantarmos nossas tarefas.
PAI: Até mais...
(E segue caminho para a casa. Os filhos entram e beijam a Mãe, depois o Pai também beija a mãe. Os filhos já estão sentados. O pai, senta e a mãe serve-lhes o café. )
PAI: Então, minha querida, acordou cedinho também?
MÃE: Com um dia maravilhoso deste, devemos aproveitar cada minutinho.
PAI: Vamos agradecer por este dia e pelo alimento, que o SENHOR nos proporciona.
(O Filho mais novo senta desleixadamente. O pai e os demais inclinam a cabeça para agradecer pelo alimento. O Filho mais novo vai comendo enquanto os outros oram. O pai termina de agradecer, abre os olhos e o censura, com o olhar. Sem palavras. )
PAI: (pacientemente) Meu filho, devemos agradecer pelo alimento.
FILHO MAIS NOVO: Não começa pai, se não trabalharmos, não temos comida... não me vem esta história de DEUS.
PAI: (tentando explicar) filho, o SENHOR nos dá a terra, a semente, a saúde para trabalharmos, a vida... tudo vem dele, para nosso proveito.
FILHO MAIS NOVO: (com um acesso de indignação) – O SENHOR, O SENHOR.... (pausa) Pai, isto era em mil novecentos e antigamente... cai na real!
MÃE: Menino, veja como fala com seu pai!
PAI: (pacientemente) O que tu queres, meu filho? (O Filho mais novo fica pensativo, olha para o chão. Depois fala; )
FILHO MAIS NOVO: Eu sei o que não quero!
PAI: E o que tu não queres, podemos saber?
FILHO MAIS NOVO: Eu não quero mais viver aqui, bitolado (levanta), eu quero o mundo!
MÃE: E a família, meu filho?
FILHO MAIS NOVO: Que família, mãe... isto aqui é uma prisão – o SENHOR isto, o SENHOR aquilo... por favor.... eu já sou um homem. (pausa)
PAI: (pacientemente) Meu filho, o que tu queres de fato, que podemos fazer por ti?
FILHO MAIS NOVO: Pai, me dá minha parte da herança, eu quero administrar a minha parte... mas longe daqui...
PAI: (se levanta)...tudo bem, faremos como tu pedes. Acabamos com esta discussão.
(o pai sai)

Cena 2 (Ficam os três na mesa. O Filho mais velho tenta falar com o Filho mais novo)
FILHO MAIS VELHO: meu irmão...
FILHO MAIS NOVO: Me larga! Me deixa! Eu sou um homem, e não um frouxo que nem tu...
MÃE: não precisa ofender tua família, meu filho!
FILHO MAIS NOVO: Mãe, não me entenda mal, mas o pai me trata como uma criança... eu preciso crescer, e ele me sufoca, assim eu nunca vou amadurecer.... ele já tem a história dele, eu quero fazer a minha história. (pausa) Ele é muito exigente...
MÃE: Não meu filho, ele não é exigente, ele quer que vocês cresçam e estejam preparados para assumiram a fazenda e os negócios da família...
FILHO MAIS NOVO: Mãe, eu não quero ser fazendeiro, eu quero escrever a minha história (enfatizar o final)
Sai o Filho mais novo, ficam a mãe e o Filho mais velho. Volta o Pai, com um maço de dinheiro. Volta também o mais novo. Pára em frente ao pai.
FILHO MAIS NOVO: E então?
PAI: Vamos resolver esta questão. Faremos como você quer.
(Pai coloca o dinheiro sobre a mesa, e o Filho mais novo pega apressadamente. Confere o maço e coloca ligeiro dentro da mochila. O pai estende a mão com uma bíblia.)
PAI: Meu filho, queria que levasse esta bíblia também...
FILHO MAIS NOVO: Pai, eu acho que tu não ta entendendo... eu to cansado de fazer o que tu manda eu fazer, o que tu manda eu pensar, o que tu manda eu ler...
PAI: Meu filho,...
FILHO MAIS NOVO: Pai, fica com ela, pra onde eu vou, não precisarei de bíblia...
(O Filho mais novo vai saindo, a mãe ainda tenta abraça-lo.. )
FILHO MAIS NOVO: Por favor, mãe sem despedidas...
(Ele sai. Os pais se abraçam, desconsolados. )
MUSICA E COREOGRAFIA -FILHO PRÓDIGO – SHIRLEY CARVALHAES

Cena 3 (O amigo e as amigas no bar. Chega o Filho mais novo , olhando para a cidade, deslumbrado. Depois que ele entra em cena, ouve-se os risos da mesa. Ele se aproxima do grupo. )
FILHO MAIS NOVO: Com licença...
O grupo pára com os risos e olha para ele.
FILHO MAIS NOVO: vocês sabem de algum hotel... recém cheguei nesta cidade, e não tenho onde passar a noite...
AMIGO: Cara, tu ta vindo de onde?
FILHO MAIS NOVO: De longe, bem longe, mesmo
AMIGO: Senta aí, depois nós te ajudamos a achar um lugar para passar a noite.
FILHO MAIS NOVO(Tira o maço de dinheiro da mochila, e pergunta:): Quanto é um refrigerante?
(O amigo arregala os olhos, junto com as meninas. )
AMIGO: Cara, tu não vai ficar em hotel, coisa nenhuma, vai ficar lá em casa.... temos lugar para você.
FILHO MAIS NOVO: Obrigado, não conheço ninguém nesta cidade, e que sorte, encontrar vocês logo de início.
AMIGO: Sorte nossa, não é meninas?
(E todos se olham cúmplices. )

Cena 4 (Na casa)(O pai sai, anda, passa pelo empregado, mas mal cumprimenta, cabisbaixo. Entra na casa, senta. Desanimado. Entra a mãe. )
MÃE: Bom dia, querido! Acordaste cedo, hein?
(A Mãe percebe o ar de desanimo do pai. Para seus afazeres. )
MÃE: Não estás bem?
PAI: Nada, mulher, estou bem, sim... (silêncio)
MÃE: Estás com saudade, não é?
(O pai acena positivo. A mãe se senta. )
MÃE: Eu também. Também ando preocupada. Onde estará nosso menino?

Cena 5 (no bar) (O Filho mais novo e as garotas estão sentados, gargalhando. Quando chega o amigo. )
AMIGO: Nossa, cara, pelo visto tu já ta bem enturmado.
OS TRÊS RESPONDEM: E aís????!!!
AMIGO: Nossa, qual motivo desta festa?
AMIGA 1: olha que eu ganhei!
(E mostra um relógio. )
AMIGO: Nossa, que barato...
AMIGA 1: Barato, nada, caríssimo...
(Risos. )
AMIGA 2: Eu também ganhei um presente.... e mostra um celular.
AMIGO: Cara, eu não sabia que tu era o papai Noel?
FILHO MAIS NOVO: Senta aí, vamos tomar alguma coisa...
AMIGO: Cara, será que tu poderia me emprestar uma grana, semana que vem, eu te pago...
FILHO MAIS NOVO: (meio tonto já com a bebida) pode pegar, meu amigo....
(O amigo pega da mochila uma maço de dinheiro. E põe nos bolsos. )
FILHO MAIS NOVO: (não se sentindo bem)
AMIGO: Cara, deixa que a gente de ajuda... amigos é para isso....
(E saem com o Filho mais novo. )
NARRADOR 
HÁ GRANDE DIFICULDADE NAQUELE LUGAR

CENA 6
FILHO MAIS NOVO: Nossa, que dificuldade.... meu dinheiro acabou.... preciso arranjar alguma coisa para fazer...
O amigo vai passando, e vê o Filho mais novo , e desvia para outro lado. O Filho mais novo vê, e vai ao encontro dele.
FILHO MAIS NOVO: Cara, que bom que te encontrei. ( amigo com cara de contrariado)... cara, eu to falido... sabe, aquele dinheiro que te emprestei.... não podia me adiantar uma parte dele..
AMIGO: Não me fale em dinheiro.... meu pai e minha mãe vivem brigando por causa do dinheiro.... cara, não tenho um centavo....
FILHO MAIS NOVO: Cara, precisa me ajudar... quem sabe se eu ficasse na tua casa?
AMIGO: Ta louco, lá em casa está o maior banzé... não tem jeito, lá em casa de maneira alguma.
FILHO MAIS NOVO: Mas eu estou precisando da tua ajuda....
AMIGO: Cara, eu tenho meus problemas, que já são bastante... não posso te ajudar...
(E sai rispidamente. As garotas vão passando, do outro lado... O Filho mais novo se aproxima, afoito, das garotas.... )
FILHO MAIS NOVO: Garotas, garotas... (Pausa... elas se olham... )
FILHO MAIS NOVO: Preciso da ajuda de vocês... estou com sérios problemas...
AMIGA 1: Que houve?
FILHO MAIS NOVO: Estou falido.
AMIGA 2: Obrigado por nos avisar.
(E saem rapidamente as duas. O Filho mais novo fica desolado. Procura a simpatia da platéia. )
FILHO MAIS NOVO: - Estou falido... abandonado... que será de mim? Os amigos, que amigos, nada, eram uns aproveitadores. (Pausa )
FILHO MAIS NOVO: E agora?

CENA 7 (Entra a Granfina, e o Filho mais novo se aproximam dela. )
GRANFINA: Que significa isso? Não se aproxime de mim... (Com desdém. Nisso vem o Granfino)
GRANFINO: Que foi, mulher? por que este escândalo todo?
GRANFINA: Esta criatura... desprezível se aproximou de mim!
FILHO MAIS NOVO: Senhor, Senhor, por favor, não me entenda mau... estou com fome
GRANFINA: Fome, fome, é só isso que pobre sabe dizer.
GRANFINO: Se eu for ajudar todo mundo que tem fome, eu vou acabar pedindo esmola na rua, também.
GRANFINA: Vai trabalhar, vagabundo...
FILHO MAIS NOVO: Senhor, por favor, me ajude... eu posso trabalhar pela minha comida...
GRANFINO: Olha, eu sei que vou me arrepender... mas posso tentar arrumar alguma coisa para tu fazeres na minha fazenda.
GRANFINA: Nossa, vai levar isso para nossa casa?
GRANFINO: Mão de obra barata, mulher, deixa que eu administro as coisas...
GRANFINO: Vem, vou te arranjar algo para fazer
FILHO MAIS NOVO: Obrigado, Senhor!
(Saem os dois orgulhosos, e o FILHO MAIS NOVO: atrás, em posição de consternação. )
NARRADOR : A SITUAÇÃO SE AGRAVA NA FAZENDA , FOME E EXPLORAÇÃO

CENA 8
FILHO MAIS NOVO
: Estou com fome, meu patrão não me paga...
(Nisso chegam o Granfino e a Granfina)
FILHO MAIS NOVO: Senhor, Senhor, por favor... podes me pagar... estou com fome...
GRANFINA: Fome, fome... pobre vive para comer...
GRANFINO: Cara, eu paguei as contas da madame.... to sem dinheiro... tu não sabe como é caro manter a madame....
FILHO MAIS NOVO: Mas, senhor, eu trabalhei... todos estes dias sem receber nada...
GRANFINO: Vamos ver o que me sobrou... mas te aviso, não é muito não...
(Granfino procura nos bolsos, há um clima de expectativa no ar... e tira umas moedas dos bolsos e joga no chão... o Filho mais novo cata as moedas... humilhado... junta as moedas, de joelho... )
FILHO MAIS NOVO: Senhor, isso não dá um almoço...
GRANFINA: Seu ingrato, eu te avisei que esta gente é ingrata... (diz pro marido )
(E saem o Granfino - e Granfina. o filho mais novo pega o balde da comida dos porcos, olha, olha...
FILHO MAIS NOVO: Estou com fome, fui enganado e explorado, só me resta acabar com minha fome comendo esta ração dos porcos.
(Olha para o balde, nisso chegam os assaltantes. O Filho mais novo se levanta para conversar com eles... mostrando as moedas... )
FILHO MAIS NOVO: Por favor, não podem me ajudar, a completar para um almoço?
(O Assaltante 2 agarra-o pelas costas e o Assaltante1 chega pela frente Assaltante1 - Vamos te livrar deste peso. Roubam e o jogam no chão. Saem correndo, mas voltam, e o Assaltante 2 o segura de novo e o Assaltante1 lhe arranca os tênis. )
ASSALTANTE 1: Vamos ver se conseguimos alguma coisa por este teu “chulé”.
E saem correndo. O Filho mais novo fica no chão. Pausa. Permanece caído. Fala,
mirando a platéia.
FILHO MAIS NOVO(falar pausadamente): Eu aqui, em dificuldades, rejeitado, explorado, com fome, na casa de meu pai, até os empregados tem o que comer, e eu aqui... neste estado (pausa )
FILHO MAIS NOVO: Mas, me levantarei, e irei ao meu pai e direi ; Pai, pequei contra DEUS e contra Ti, não sou digno de ser chamado teu filho,
mas me trata apenas como um dos teus empregados...
(Se levanta e sai.... )

CENA 9 O Pai entra em cena. Senta à mesa. Aparece a MÃE: . Passa as mãos pelas costas do Pai. Silêncio.
MÃE: Estás com saudade?
(Pai em silêncio, acena positivo. )
MÃE: Ele voltará, confie em DEUS.
PAI: É só isso que tenho feito... mas tem sido difícil
(Pausa. )
PAI: Tenho orado, tenho pedido, mas DEUS está em silêncio... e eu me desespero com o silêncio de DEUS...
MÃE: DEUS vai agir...
PAI: Tenho medo quando ele se cala... (Sai a mãe )
COREOGRAFIA , QUANDO DEUS SE CALA

CENA 10 (Pai se levanta, sai da casa. Chega perto do empregado. )
EMPREGADO: Bom dia, patrão.
PAI: Bom dia...
(O Filho mais novo aparece ao longe, cambaleando e cai. )
PAI: Quem vem lá, meu empregado?
EMPREGADO: Não é ninguém, não meu patrão, um mendigo, vou expulsá-lo de suas terras...
O Empregado sai para expulsar, mas o pai interrompe..
PAI: Espere, eu reconheço aquele jeito de caminhar...
(O filho vem se aproximando...)
PAI (gritando ): É meu filho, É meu filho
(Pai sai ao encontro do filho. Se encontram com o filho ajoelhado. Esperar o pai se afastar um pouco, para a falar)
FILHO MAIS NOVO: Pai,... (pausa) pequei contra DEUS e contra Ti... não sou digno de ser teu filho...
PAI: rápido (para o empregado) rápido... traga roupas para meu filho e mande preparar a mesa.... rápido
(Se levantam e vão para a casa. Chega a mãe e se abraçam. O Filho mais novo senta.
O Empregado sai e vem nisso o Filho mais velho. )
FILHO MAIS VELHO: Que motivo desta agitação toda?
EMPREGADO: Teu irmão voltou e teu pai está feliz.
FILHO MAIS VELHO: Meu irmão voltou e meu pai o recebe com alegria... aquele esbanjador... aquele... aquele (com fúria) nisso chega o pai
PAI: Meu filho, vem, se alegre conosco...
FILHO MAIS VELHO: Mas, pai...
PAI: Meu filho, nos alegremos, este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido , e foi encontrado... venha, meu filho.
E ambos entram, os irmãos se abraçam. Todos se abraçam.
Fim.


Texto: Jeferson Silva jeff@sinos.net
Grupo: Jovens da Igreja Batista Betel – Sapucaia do Sul

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TEATRO - Louco, Esta Noite Pedirão a Sua Alma

LOUCO, ESTA NOITE PEDIRÃO A SUA ALMA

A partir do texto de lucas 12:20, um traficante é apresentado ao público. Ele dominou a área, não deixa espaço pra ninguém.
Ignora com um evangelista e demonstra todo o seu poder na comunidade, sua violência...
Assume tem um pacto com o demônio...
Louco, esta noite pedirão a tua alma.
Base: Lucas12:20
Personagens:
Traficante
Grupo Evangelismo
Diabo
Demônios
Pregador
Jovem traficante no meio do palco, com muitas armas.
Entra uma equipe de evangelismo. Um jovem vai até o traficante para entregar-lhe um folheto:
JOVEM EVANGÉLICO: Olá amigo. Gostaria de deixar este folheto. Jesus pode mudar a sua vida. Ele te ama.
O traficante levanta e empurra o jovem evangélico.
TRAFICANTE: Qual que é Bíblia! Vaza!! Não quero seu Jesus não. Muito menos mudar de vida!!
JOVEM EVANGÉLICO: Não fale assim. Jesus morreu por você! Se hoje pedirem a sua alma?
TRAFICANTE: Vaza, Vaza!! Minha alma é o meu bolso! É isso aqui ó! ( aponta as armas).
O jovem crente sai orando, com o grupo.
TRAFICANTE: Esses manes com essa vidinha sem graça. Vem falar de Bíblia! Eles não sabem o que é viver!
O que eles ganham com suas carteiras assinadas em um mês, eu ganho muito Mais em uma semana! Salário mínimo? É ruim hein!!!
Comecei do zero aqui! Fiz carreira.
Comecei soltando pipa para avisar da chegada da policia. Depois passei para avião. Era só entregar a parada e pegar a grana! Mais eu era esperto. Queria mais!
Depois veio o batismo! Tive que passar uns caras! Na hora deu branco. Pensei que fosse amarelar! Daí, foi cheirar uma da boa e, malandro, tu cria coragem até para pular sem asa delta! Matei dois no meu batismo!
Subi no conceito. Criei moral com chefia. Fiz por onde! Caraca ai, era o mais psico das quebradas! Pegava os mais difíceis!
Hoje, to aqui! Sou o dono da situação. Isso aqui é para HOMEM. É para macho de verdade! Mané aqui não se cria! Mas pensa que é mole? Se não abrir o olho, neguinho me passa. Nesse jogo não tem amigo não!
Toca o radio do traficante.
TRAFICANTE NO RÁDIO: Qual é da parada?
TRAFICANTE 2: Ai chefe, aquele maluco que não pagou a parada já ta aqui.
TRAFICANTE NO RÁDIO: ? Ta com a grana?
TRAFICANTE 2: Nada..quer botar no pendura.
TRAFICANTE NO RÁDIO: Meu irmão, isso aqui não é mercearia não. Passa o cara! Bota no micro-ondas para não deixar rastro...nem DNA vai identificar o malandro.
Tudo sobre controle. Otário é quem vacila! Comprou, pagou! Se não pagar irmão, vai para vala! Isso aqui não é obra social. É negocio. E matar, são ossos do oficio!
Vira para a plateia e pergunta: Ta olhando o que meu irmão!
Ouve-se uma musica sinistra...
DEMÔNIO ( somente a voz) : Você acha que pode tudo não é ?
TRAFICANTE: Quem ta ai?
DEMÔNIO ( somente a voz) : Você se acha o rei do pedaço...
TRAFICANTE: Meu irmão, é melhor aparecer logo! Não gosto de brincadeira...to falando serio! Tu vai comer capim pela raiz...
DEMÔNIO ( somente a voz) : Não me faça rir...
TRAFICANTE: Malandro. Acho bom tu saber que não ta falando com qualquer um não...quem é você? Fala logo!
DEMÔNIO ( somente a voz) : Se você não me conhece, não vou me apresentar...apesar de que, já nos vimos antes, você não lembra? Mas eu não gosto de aparecer. Prefiro trabalhar nos bastidores...tem gente que ate pensa que eu não existo!
TRAFICANTE: Que papo é esse de não existir? Assombração? Se tu não é, vai passar a ser, porque eu vou te mandar para o outro mundo. Aparece logo! Quem ta ai? ( fala gritando).
DEMÔNIO ( somente a voz) : Para que a pressa. Eu vim para levar.
TRAFICANTE: Que levar o que ! Tenho corpo fechado! Fiz pacto com o Demo irmão. Eu ando com o cara! Fala logo quem ta ai!!
DEMÔNIO ( somente a voz) : Vamos logo, chega de conversa!
DEMÔNIO ( somente a voz) : Corpo fechado? Hahahahaha, você se acha o dono da sua vida não é mesmo? O dono da sua vida sou eu!
Surge um vulto das sombras:
DEMÔNIO ( surgindo as poucos): Príncipe das trevas, diabo, satanás, lúcifer, Belzebu, tanto faz...escolha um nome...o que você quiser! Apesar de que eu particularmente prefiro rei das trevas...Escolha um rosto...Pode ser um de mulher ( aparece por inteiro)
TRAFICANTE: (olha espantado para a mulher). Que diabo o que! Eu fiz pacto com ele. E não tinha nada de mulher
DEMÔNIO: Sim, eu sei...foi comigo! Minha missão é matar, roubar e destruir. Eu engano a todos. Então, o que é um rosto? (fala agressivamente) posso ate ser um anjo de luz ( fala com jeito meigo), ou um santo...escolha um qualquer...Quem você acha que te trouxe até aqui? ( volta a falar agressivamente). Quem te livrou dos tiroteios, das armações dos seus coleguinhas? Quem te deu o carrão importado? A musa do verão? A boate da moda? EU!! EU FIZ ISSO! Então, nada mais justo do que buscar a minha parte, não acha? ( Fala mansamente )
TRAFICANTE: O que você quer ? É dinheiro? Eu te dou...diz quanto você quer!!
DEMÔNIO: Não me faça rir! Dinho para mim não é problema! EU TE DEI TUD, esqueceu??? E a branca? Purinha? Você achou que dominava e hoje é ela que te domina. COCAINA!! Vamos lá! Quando chegar a noia, você tem uma arma ai na mão! Puxe o gatilho! Descarregue a sua ira! Afinal a vida foi tão injusto com você não é mesmo, coitadinho ( fala com sarcasmos). Eu sei do que você gosta! Você gosta de poder! Você gosta de manda!!
TRAFICANTE: EU mando aqui! ( fala gritando) . Eu não quero morrer. Eu sou o cara!
DEMÔNIOS ( somente a voz) : Seu fim está chegando
DEMÔNIO: (senta-se e fala de forma sarcástica) Ai...é sempre a mesma coisa! Primeiro vocês querem! Eu dou! Ai quando eu venho buscar a minha parte, vocês, como você fala mesmo? Amarela?
TRAFICANTE: Perai? Quando eu fiz o pacto, você disse...
Entram os demônios e começam a atormentar o traficante!
DEMÔNIO: (levanta-se e vira pra a plateia) Eu disse o que? Eu cumpri a minha parte do trato.
Como é fácil enganar vocês. Se acham tão espertos, mas são tolos. Basta dar um pouco, um pouquinho só! Vaidade! Ego. É sempre a mesma coisa! Basta apimentar o orgulho! Com o orgulho, vocês acreditam em si mesmos. Acham que são criadores e esquecem que na verdade são criaturas!
Meu destino já está selado! Mas não vou sozinho! Vou levar muitos comigo!
Sou capaz de tudo para afastá-los da verdade! Sou capaz de tudo para que vocês nunca conheçam JESUS. Nunca aceitem o sangue derramado. Nunca saibam que ELE tem todo poder. Ai, eu criei a religião. Engano e vocês pensam que todo Pastor é ladrão! Dar dinheiro na igreja? Para que? Vocês gastam melhor com cerveja, com craque, com remédios...Então eu vou sugando as suas vidas! Ser crente? É careta! Seus amigos vão te chamar de “Bíblia”, “Careta”, “Não ta com nada”, “ não pode isso, não pode aquilo”
Eu não tenho regras. EU SOU A LIBERDADE! ( fala com entusiasmo).
Os demônios fazem o traficante dar um tiro na cabeça e levam o seu corpo. Sangue é jogado no chão!
DEMÔNIO: Volta a falar sinistramente. EU sei que vou morrer, mas você vai comigo! Muito prazer. EU SOU SEU INIMIGO!
Sai de cena....

PREGADOR: Após aproximadamente 30 segundos, dirige-se à plateia e diz;
Louco, esta noite pedirão a sua alma. O que tens?
A bíblia diz que aquele que tentar ganha a sua vida, perdê-la-a.
Os que descem a sepultura não têm mais escolha. No sepulcro não há obras, nem conhecimento, nem sabedoria. Todos nós, cedo ou tarde iremos para lá!
Põem confiamos naquele que diz que “ todo aquele que crê em mim, ainda que esteja morto viverá”.
Escolha hoje mudar de vida! De que vale ganhar a sua vida aqui na terra e perder a sua alma?
Aceite a JESUS. ESCOLHA TER A SUA VIDA TRANSFORMADA por ELE.
( faz o apelo).
Fim


11/11/2009