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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação

Ele estava preso.
Pesava sobre sua cabeça uma sentença de morte.
Estava passando necessidades; talvez, até fome.
Ainda assim, declara estar CONTENTE!

Qual era o seu segredo?
Como viver contente em toda e qualquer situação?

Podemos descobrir, analisando suas declarações:

1. APRENDI...
A primeira lição que podemos tirar é que este estado de espírito não vem por acaso; é o resultado de um longo aprendizado.

Enquanto a maioria das pessoas aprendem a se tornarem "fechadas", desconfiadas e entristecidas com as amargas experiências da vida, o Apóstolo Paulo, com estas mesmas experiências, comuns a todos nós, aprendeu o segredo do viver contente.

Ele considerava cada experiência, boa ou ruim, uma excelente oportunidade para aprender a viver.

Será que é isto que nos falta, uma "atitude de aluno", positiva, diante das dificuldades e dos sofrimentos?

2. A VIVER CONTENTE...
Dando uma olhadinha mais profunda no texto bíblico, descobrimos que a palavra traduzida como "contente" neste texto bíblico é a palavra grega autarkesou autokratés, de onde vieram também as nossas palavras Autarquia e Autocrata.

Autarquia significa: Governo autônomo. Administração autônoma que procede sem interferência do poder central; autonomia.
Autocrata significa: Soberano absoluto e independente.

O que será que o Apóstolo Paulo queria dizer, ao usar esta palavra, que estava rindo à toa em meio às tempestades? Não! É claro que o sofrimento incomoda.

O que o Apóstolo Paulo estava dizendo é que é possível conservar a serenidade, o controle da situação, a autonomia, independentemente dos problemas que estamos passando. É como se dissesse: Aprendi a manter o controle...

Esta é a segunda lição que podemos tirar deste texto bíblico.
E quanto a nós, já aprendemos isto?

3. EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO.
A terceira lição que podemos tirar deste texto é esta: É preciso aprender a manter a serenidade em toda e qualquer situação.

Na hora da humilhação ou da exaltação.
Na hora da fartura ou da fome.
Na hora da abundância ou da escassez.

A maioria de nós não sabe administrar nem uma situação nem outra.
Quando estamos "por baixo", xingamos, reclamamos, sofremos, enchemos o coração de ódio e mágoa. Quando estamos "por cima", esbanjamos e humilhamos quem está "por baixo".

Muitos não são honrados por Deus, porque não teriam o mínimo controle numa situação de fartura e abundância.

Isto aplica-se a nós?

3. TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.
Provavelmente você já tenha ouvido este verso bíblico.

As aplicações mais comum são essas:
Tudo posso TER, FAZER, ADQUIRIR, CONQUISTAR, PROSPERAR naquele que me fortalece.

Bem, não é nada disto!
O que o Apóstolo disse foi: Tudo posso ADMINISTRAR naquele que me fortalece.

Ele APRENDEU, porque Cristo o fortalecia.
A VIVER CONTENTE, porque Cristo o fortalecia.
EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO, porque Cristo o fortalecia.

Em nenhum momento o Apóstolo pretendeu nos ensinar alguma nova filosofia de vida ou uma oração mágica que forçasse as janelas do céu a se abrirem sobre nós.
Ele tão-somente estava relatando que chegou à maturidade da fé, que lhe dava o controle da situação - fosse ela qual fosse - porque Jesus Cristo o fortalecia.

CONCLUSÃO:
O cristão, como qualquer outro ser humano, pode passar por diversas experiências na vida, da fome à fartura; da humilhação à honra; da escassez à abundância.
Mas, é possível aprender a manter a serenidade em qualquer situação.
No entanto, a plenitude deste aprendizado só é possível para aqueles que buscam força em Jesus Cristo. Somente aqueles que estão ligados em Cristo e dispostos a aprender poderão um dia repetir com honestidade as palavras do Apóstolo:

APRENDI A VIVER CONTENTE EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO!


Autor: Pr Franco

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O sentido da páscoa


Egito, dia 14 de abibe, do ano em que os filhos de Israel foram livres da Escravidão - Esse seria um dia decisivo. Dia de regozijo para alguns e desespero para outros. Naquela noite, o anjo da morte visitaria o Egito e mataria a todos os primogênitos, desde os animais até o filho de Faraó.

Esse seria o castigo de Deus contra o Egito. Como fariam os israelitas para escaparem dessa destruição? Não lhes bastaria serem filhos de Abraão. Não seria suficiente serem pessoas boas e religiosas. O livramento se daria mediante a obediência ao que Deus determinara a Moisés.

Naquela tarde, as famílias dos israelitas deveriam reunir-se e cada uma deveria matar para si um cordeiro. Seu sangue deveria ser passado nos portais das casas. Dentro delas, as famílias comeriam a carne do animal juntamente com ervas amargas. A terrível noite chegou e, com ela, o anjo destruidor. Por onde ele passava, deixava as famílias em agonia pela perda de seus filhos. Só escaparam da tragédia aquelas casas em cujas portas havia o sangue protetor. Essa foi a primeira páscoa.

Páscoa significa "passar por cima", ou seja, o anjo passava por aqueles que estavam protegidos pelo sangue e não os destruía. (Êx 12).

Naquela mesma noite, os israelitas saíram do Egito. A partir desse dia, em todos os anos, na mesma data, os israelitas comemoram a páscoa, matando um cordeiro e comendo a sua carne. Essas comemorações seriam apenas símbolo da páscoa comemorada por Jesus com seus discípulos, momentos antes da sua morte. Todos os cordeiros mortos representavam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29) e que seria morto em uma páscoa. Paulo escreveu aos Coríntios: "Cristo é a nossa páscoa" (I Cor 5.7). Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação. Ninguém poderá se salvar baseado em sua própria justiça ou bondade, mas é o sangue de Jesus, o cordeiro de Deus, que nos salva. Ele morreu para que não morramos espiritualmente, mas tenhamos a vida eterna.

Deus ordenou que os filhos de Israel, os judeus, comemorassem a páscoa todos os anos no mês de abibe, que começa em meados de março e termina em abril. Nós, porém, não somos israelitas, somos gentios e, portanto, não temos o dever de comemorar anualmente a páscoa, da maneira como eles o faziam.Nem mesmo os judeus têm esse dever na atualidade, pois, após a morte de Jesus, todos os sacrifícios de animais deveriam ser abolidos. "Cristo, que é a nossa páscoa, já foi sacrificado por nós." (1Co 5.7).



Atualmente, muitas pessoas pelo mundo afora comemoram a páscoa. Essa comemoração está repleta de alterações em relação ao sentido original. Em lugar do cordeiro, fazem menção aos coelhos! Em lugar das ervas amargas, as pessoas comem chocolate! É sempre assim: procuramos algo mais fácil e mais agradável.

Não estamos proibidos de comer chocolate (ainda bem), mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa. Não realizada apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos o pão e bebemos do cálice em memória da morte do Senhor Jesus.

Estamos assim, a família do Senhor, comendo a carne do cordeiro e bebendo o seu sangue. Nesse momento, nos recordamos que éramos escravos no Egito, o mundo, e que Faraó, Satanás, nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em nosso lugar. Regozijemo-nos e alegremo-nos. O anjo da morte não nos alcançará, pois "nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus". Aleluia!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Desfocalize a dor!

Atos  16:25: Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.
Se você ler os versículos anteriores, vai saber que Paulo e Silas tinham sido açoitados e depois presos por divulgar o evangelho de Cristo. Eles estavam sentindo muita dor e fraqueza física, mas não espiritual… Porque mesmo em uma situação desesperadora eles conseguiam orar e cantar louvores a Deus.
Como eles fizeram isso?
Eles amavam a Deus o suficiente para passar por aquilo sem achar que era um “castigo divino”. Eles conheciam o Deus que serviam. Sabendo que Deus não era o culpado e nem o causador de tudo aquilo, que Deus ainda era Deus, e que todas as coisas cooperavam para o bem daqueles que O amavam (romanos 8:28) … Assim eles tiveram a capacidade de desfocalizar a dor e o sofrimento daquele momento.
Esse é o segredo da perseverança: desfocalizar a dor. Se você está passando por um momento complicado e pretende perseverar até ver o milagre acontecer… então, meu amigo, você precisa desfocalizar a dor, orar e  adorar a Deus. A adoração nos reconstrói, nos fortalece, nos alegra, nos vivifica, nos tráz para mais perto de Deus, faz o inferno estremecer e perder todas as forças contra você. Faz você ver além. A oração antecede todo o mal e o “próximo passo” que o inimigo daria na sua vida.
Agora, se você pretende passar por esse momento dando ênfase ao seu problema o tempo todo, e até mesmo cansando Deus de tanto apresentá-lo em oração… esqueça. Não adianta  falar mil vezes “Deus, eu tenho tal problema, estou sofrendo muito, não aguento mais, nada parece funcionar, me ajuda!”
Você deve sim apresentar sua vida toda em oração a Deus, mas crendo que ele não é surdo (Isaías 59:1) , e que concerteza já ouviu.
A dor te diz que Deus não se importa com você, que Ele não te vê nem ouve, e até que Ele não existe. Desfocalize-a, e deixe Deus ser a sua justiça.
Atos 16:26 : De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos.
E quando te perguntarem como você consegue, faça suas as palavras de Paulo a Timóteo: ” [...] porque eu sei em quem tenho crido…” (II Timóteo 1:12)
Fonte: Vidajovencrista

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A consciência

A consciência revela o que cada homem acredita que “deve” ser (Atos 23:1,24; 24:16; 26:9-11). É indicativo de seu sentimento interno sobre o moral correto, do ideal nobre pelo qual sente que deve lutar. É o seu estímulo em direção à sua concepção de alturas morais, e seus freios contra fazer o que acredita ser errado. A consciência não é o padrão final da verdade, porque isso deve vir de Deus através da revelação; mas a consciência para Deus diz a atitude do indivíduo em relação a Deus. É por isso que o homem tem que fazer o que ele verdadeiramente acredita que Deus quer que ele faça (Romanos 14).

Enquanto alguém tenta fazer o que acredita que Deus quer que faça, ➊ ele pode ter um conceito errôneo do que Deus deseja (que era o caso de Saulo, ao perseguir os cristãos), ou ➋ ele pode, por causa da fraqueza da carne, agir de modo contrário às suas intenções boas (Romanos 7:22 em diante). Neste caso, ele fica infeliz por causa de sua consciência – humilhado diante de Deus, e reconhecedor da sua necessidade do perdão em Cristo. Somos todos criaturas imperfeitas, e devemos, às vezes, sentir esta aflição.

Mas e aqueles que participam, aceitam e apóiam aquilo que é contrário à palavra de Deus ou que não tem nenhuma autorização divina? Podem não saber que é errado e podem estar agindo com boa consciência diante de Deus. Neste caso, informações adicionais sobre a palavra de Deus seriam bem aceitas. Porque querem verdadeiramente fazer sua vontade, abrirão sua Bíblias com alegria, investigarão e mudarão sua conduta para encaixar-se na evidência. Desta maneira eles mantêm uma boa consciência diante de Deus (1 Pedro 3:21).

Entretanto, infelizmente, nós devemos reconhecer que há aqueles que não têm tal caráter nobre (Atos 17:11). Ficam irritados se sua prática for questionada. Amam o elogio dos homens mais do que o elogio de Deus (João 12:42-43). Se sua consciência para Deus continuar a funcionar, conduzem a uma vida infeliz, lutando com si, oprimidos com os sentimentos de culpa. Indesejável – sim, mas ainda há esperança enquanto a batalha acontece. Como é terrivelmente triste ver alguém cuja consciência está cauterizada (1 Timóteo 4:2), e que pode rejeitar Deus sem receio algum.

–por Robert Turner

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A cara da amizade

“Mas Jacó insistiu: Não recuses; se logrei mercê diante de ti, peço-te que aceites o meu presente, porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus; e te agradaste de mim” (Gênesis 33:10).

Ninguém nunca veio a Deus com penitência verdadeira sem descobrir que o bem-vindo de Deus era a de um amigo. Tendo se recusado a viver de acordo com as leis do reino do nosso Criador, sabemos que a justiça exige que sejamos banidos de sua presença. Como rebeldes contra o seu amor, estamos certos em temer as consequências de nossa rebelião. Mas a maravilha do caráter de Deus é a graça pelo qual ele é capaz e está disposto a fazer-nos os seus amigos novamente.

Jacó tinha toda a razão de temer a vingança de Esaú, o irmão do qual ele havia tomado o lugar tão enganosamente antes de fugir para Harã. Enquanto ele voltava para Canaã, Jacó preparou muitos presentes, esperando aplacar a raiva que ele supunha que ainda ardia no coração de seu irmão. Contrária a todas as expectativas, Esaú estava ansioso em se reconciliar. “Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram”(Gênesis 33:4). Os presentes de Jacó não eram necessários, insistiu Esaú, porém Jacó implorou que fossem aceitos como demonstração da sua gratidão pela graça que lhe foi demonstrado. Jacó sabia que ele não tinha direito a amizade nem de Deus nem de seu irmão. Que o rosto do seu irmão estava amistoso era tão inesperado quanto o fato dele ter sido permitido sobreviver a sua luta com Deus na noite anterior. Lentamente, Jacó estava crescendo na sua compreensão de Deus. Ele estava aprendendo que aqueles que lutarão pelo que é certo e lidarem de forma realista com os seus pecados sempre podem esperar um bem-vindo amistoso na presença de Deus. E Jacó viu algo desta graça na expressão de seu irmão: “Porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus, e te agradaste de mim” (Gênesis 33:10).

Quando recuperamos os nossos sentidos e buscamos a Deus honestamente com arrependimento, também descobriremos que ele é “Benigno e misericordioso é o Senhor, tardio em irar-se e de grande clemência” (Salmo 145:8). Como traidores, merecemos ser banidos da sua presença. Mas tal é o amor do nosso Pai que ele está ansioso em nos dar as boas vindas ao lar.

Este, este Deus que adoramos,
Nosso amigo fiel e imutável.
Cujo amor é tão grande quanto o seu poder,
E conhece nem medida nem fim.

(Joseph Hart)

–por Gary Henry

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Buscar o coração de Deus

“Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (1 Samuel 13:14).

A grandeza de caráter que distinguiu Davi de Saul não foi pelas circunstâncias externas de Davi nem nos seus atributos natos, mas na disposição escolhida pelo seu coração. Ele era um homem que buscava o coração de Deus. Quais atributos são sugeridos nesta frase incrível? Não há dúvida que a essência do caráter de Davi poderia ser descrita de várias maneiras, mas a história de sua vida indica, pelo menos, os seguintes requisitos, se for para sermos do mesmo calibre espiritual que ele.

Devemos genuinamente respeitar a vontade de Deus. Como um homem de fé, podia contar com Davi para confiar implicitamente na sabedoria de Deus, cumprir as instruções de Deus fielmente, e depender humildemente da ajuda de Deus. Ele mostrou o seu respeito pela pessoa de Deus levando a vontade de Deus com toda a seriedade, e esta disposição não é menos necessária por nós que por ele. É inútil almejar o caráter de Deus se você não estiver disposto, como Davi estava, a se mexer ao comando de Deus.

Devemos reverentemente arrepender-nos do pecado. A integridade de Davi nunca é vista mais claramente que naquelas ocasiões em que ele era confrontado com o fato do pecado em sua vida. Da mesma forma que ele entendia a necessidade da tristeza piedosa, Davi também compreendeu como aceitar a correção e fazer correções reais na sua conduta. Quando ele fez algo errado, fez o que era certo a respeito dos seus erros.

Devemos recusar resolutamente a desistir de buscar a Deus. Como toda outra pessoa que já verdadeiramente entrou na arena, Davi conhecia o gosto das lágrimas da derrota. Porém uma coisa sempre podia ser dita em relação a ele: ele se levantou toda vez que foi derrubado. Levaria mais desencorajamento do que existe em todas as regiões do inferno para fazer com que um homem de tal coração desistisse de buscar a Deus. Jesus disse: “onde está teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21), e a vida de Davi é uma ilustração heróica deste princípio. As coisas que profundamente desejamos determinam o nosso caráter. Desejamos ser um povo que busca o coração de Deus, realmente e verdadeiramente? Então devemos, nos nossos próprios corações, desejar e valorizar os tesouros de sua vontade mais que as lembrancinhas do nosso próprio humor.

O coração de um homem está certo
quando ele quer o que Deus quer.

(Thomas Aquinas)

–por Gary Henry

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Palavras frívolas

“Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mateus 12:36-37).

Então, isso não é bom. Quantas palavras frívolas falei durante a minha vida? Dezenas? Centenas? Milhares? Talvez eu falo demais.

Uma “palavra frívola” neste contexto é uma palavra precipitada ou negligentemente falada sem pensar se é ou não agradável ao Senhor. Pode ter sido falada na hora da raiva, da emoção ou da provocação, ou sob pressão ou por ignorância. As Escrituras avisam, “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1:19-20).

Então, foram muitas palavras assim que saíram das nossas bocas durante a vida, e Jesus disse que cada uma será considerada no julgamento e seremos justificados ou condenados por elas. Mas, o evangelho não é “as boas novas” à toa. É a resposta para nosso dilema. É o que vai nos tirar desta encrenca na qual nós nos metemos.

O acúmulo de caráter

Por que Deus é tão meticuloso sobre cada coisinha que possamos ter murmurado? Provavelmente há muitos motivos, inclusive sua santidade absoluta e justa. Mas também tem o fato de que a cada dia, com cada decisão e cada ação, estamos modelando um caráter. Nós temos livre arbítrio e somos responsáveis pelas decisões que tomamos e, consequentemente, somos responsáveis pelo caráter que desenvolvemos nas nossas decisões. Quantas palavras frívolas precisamos murmurar antes de virar hábito e se tornar uma característica do caráter?

É possível lidar com uma circunstância angustiante com graça e sabedoria, ou lidar mal com ela usando intemperança ou comportamento extremo. E como lidamos com crises grandes muitas vezes depende de como lidamos com as pequenas. O Senhor espera que nós construamos caráteres fortes, e permitir que “palavras frívolas” ou “pequenas falhas” dominem nossos dias não conquista isso.

Uma boa ilustração disso é a maneira que Saul e Davi lidaram com crises. Saul negligentemente desobedeceu os mandamentos do Senhor sobre sacrifícios, e foi por isso que ele perdeu seu reino. A Bíblia diz: “Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o Senhor confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhorbuscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (1 Samuel 13:13-14).

Mas Saul evidentemente ainda não fez a ligação entre sua falta de cuidado e a perca do reino. Em vez disso ele culpou Davi, o homem que Deus escolheu para ficar no lugar de Saul, pelos seus problemas. Durante o resto da vida de Saul, ele gastaria muita energia tentando matar Davi, e continuaria a exercer a imprudência em relação a sua vida e suas decisões. No entanto, Davi iria exercer grande cautela nas suas decisões, sabiamente buscando fazê-las com respeito a Deus e à sua vontade. Apesar de Saul estar tentando matar Davi, quando Davi teve a oportunidade de matar Saul ele não o fez porque Deus fez Saul rei. Deus daria o reino a Davi nos seus termos. Davi esperaria. Como Davi disse a Saul, “Os teus próprios olhos viram, hoje, que o Senhor te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o ungido de Deus” (1 Samuel 24:10).

O contraste entre a imprudência de Saul e o muito respeito de Davi pela vontade de Deus é bem nítido. Era verdade naquela época, e é verdade hoje, que o julgamento consistirá de colher o que semeamos: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna”(Gálatas 6:7-8). Não seja frívolo na maneira que lida com a palavra de Deus!

Tudo não está perdido

Então, o que faremos? Tem momentos estranhos nas nossas vidas que não contamos a ninguém nos quais murmuramos uma palavra frívola que não deveríamos ter falado ou fizemos uma “coisinha” que não estava completamente correta. No julgamento, ouvirei citado todas essas coisas que fiz, a maioria das quais provavelmente já esqueci há muito tempo? Serei responsável por cada uma, e condenado por elas?

Sim

Ou não.

Depende.

“Sim” se eu tiver que enfrentar as consequências das escolhas e decisões que fiz conforme desenvolvi um caráter sujeito a imprudência a respeito de Deus e da sua vontade, não colocando a obediência a ele como uma prioridade na minha vida. O resultado destas coisas é a morte espiritual eterna: “Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte” (Romanos 6:21).

Mas talvez você esteja mais interessado no lado “não” da questão. Podemos evitar o resultado desastroso e eterno destas coisas. Há uma maneira de evitar dar conta de toda e qualquer palavra frívola que já murmuramos. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). O sexto capítulo de Romanos é sobre isso. É sobre superar o pecado. É sobre ser enterrado com Cristo quando somos batizados na sua morte. É sobre subir do batismo para andar na novidade da vida. É sobre morrer para o pecado e viver na justiça. É sobre obedecer a Deus de coração.

Nossos pecados, inclusive “toda palavra frívola”, são levados por Cristo. São lavados (Atos 22:16) e perdoados (Atos 2:38). É pela fé obediente em Cristo e no seu sacrifício na cruz que recebemos esta esperança.“...pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26). Ou, como Davi diria, e como o Novo Testamento cita: “Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Romanos 4:7-8).

–por Jon W. Quinn

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Você não está sozinho!

Se você às vezes pensa sobre por que continua tentando viver como um cristão, você não está sozinho. Se ocasionalmente sente que não está fazendo muito progresso no seu crescimento espiritual, você não está sozinho. Se frequentemente pensa que mais ninguém parece estar lutando com os problemas do jeito que você está, você não está sozinho. Se você sente a tentação de desistir, você não está sozinho. Muitos cristãos às vezes se sentem da mesma forma.

Há muitas coisas que desanimam os cristãos. Às vezes ficamos inquietos com estas tribulações (usando a linguagem de Paulo — 1 Tessalonicenses 3:3, onde comenta sobre a perseguição). Nossos próprios fracassos podem servir para nos desencorajar. O tamanho de alguns dos desafios espirituais e morais que enfrentamos pode ser esmagadora para nós. Ás vezes os cristãos simplesmente são “vencidos” pelas dificuldades da vida que até pessoas do mundo enfrentariam. Alguns ficam desanimados quando são repreendidos por outros, até mesmo quando a repreensão é merecida. Os pecados dos outros cristãos, principalmente a hipocrisia, podem nos deixar desanimados.

Precisamos lembrar de várias coisas para não desanimarmos. O apostolo Pedro indicou aos seus leitores “não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós” (1 Pedro 4:12). Certamente, “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). As aflições ainda são verdadeiras e muitas vezes difíceis, mas não devem ser inesperadas. E não esqueçamos: temos o exemplo de Jesus para nos encorajar (Hebreus 12:2-3).

Aqueles que sofrem com problemas pessoais ou fraqueza de caráter frequentemente pensam que mais ninguém tem dificuldades parecidas. Eles olham para os outros irmãos e vêem o exterior calmo, mas não as dificuldades internas. Nós não podemos justificar nossa própria fraqueza pela fraqueza dos outros, mas também devemos reconhecer que outros estão na mesma batalha contra a carne que nós estamos. Independente de qual tipo de tentação nós enfrentamos, não é uma coisa unicamente nossa (1 Coríntios 10:12). Nós entendemos a sabedoria da exortação de Tiago: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros” (5:16). Podemos não apenas orar uns pelos outros, mas também ficamos sabendo das nossas dificuldades em comum contra o mal.

Devemos lembrar que Deus tem prometido nos capacitar através de sua palavra, a nos fornecer tudo que precisamos para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ele nos deu irmãos, apesar de imperfeitos, para nos encorajar (Atos 28:15; Hebreus 10:24-25).

Finalmente, devemos tomar coragem no fato de que Deus não abandona seus filhos. O mesmo amor que levou o Pai a mandar seu Filho a morrer numa cruz romana é ainda mais certo para continuar a santificar e justificar aqueles que responderam à sua oferta de graça (Romanos 5:5-10). Davi enfrentou Golias com coragem, mesmo sendo um jovem pastor carregando apenas uma funda e cinco pedras lisas. Ele sabia que Deus estava com ele. Você não está sozinho!

–por Allen Dvorak

domingo, 30 de janeiro de 2011

Deus não só dá, ele recebe graciosamente

“Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente. Senhor, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração de teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo” (1 Crônicas 29:17-18).

O que poderíamos dar que daria prazer a Deus? Nenhum de nós jamais deu a ele algo que não era falho ou incompleto. Há algum oferecimento dentro do nosso poder de dar que não ofenderia a majestade de Deus? Parece quase presunçoso pensar em nós darmos algo a Ele. Mesmo assim, não somos encorajados apenas a dar, como também somos encorajados a acreditar que os nossos presentes são verdadeiramente significantes ao nosso Criador.

O desejo em si é que tenhamos algo para dar a Deus, certamente, uma resposta para o seu amor por nós. João escreveu: “O amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou.... Nós amamos porque ele amou primeiro” (1 João 4:10, 19). Em qualquer doação entre nós e o Criador, é sempre Deus que toma a iniciativa. O que for que nós dermos é apenas devolver a Deus. “Porque quem sou eu, e quem é meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos ” (1 Crônicas 29:14).

Permanece verdadeiro, porém, que podemos dar algo a Deus. E mesmo que os nossos presentes não cheguem à perfeição que ele merece, a verdade maravilhosa é que Deus ainda está pronto a recebê-los. Jesus chegou até a dizer:“Eis que estou á porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20). O Senhor está ansioso em gozar de nossa hospitalidade sincera. Ele fica feliz em jantar na nossa mesa!

Mesmo assim, precisamos de uma certa coragem para nos oferecer de volta a Deus. Somos tentados a pensar que nenhum dos nossos esforços fracos de amar a Deus fará diferença para ele. Mas certamente vão. Quando continuamos a oferecer a Deus o que for possível, levantar-nos depois de cada derrota e resistir à sugestão do diabo de que devemos desistir, o que estamos oferecendo a Deus é um coração leal. E Deus não só encontra a verdadeira alegria neste presente, ele nos cerca com a força de ir para frente. “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso; desde agora, haverá guerras contra ti” (2 Crônicas 16:9).

Deus não ouve música mais doce que os sinos rachados
do corajoso espírito humano tocando no
reconhecimento imperfeito do seu amor perfeito.

(Joshua Loth Liebman)

–por Gary Henry

sábado, 29 de janeiro de 2011

O amor da alma chegando em casa

“Coroa de honras são as cãs, quando se acham no caminho da justiça” (Provérbios 16:31).

Nos últimos anos da nossa vida, nossos corações podem vir a amar muitas coisas a respeito de Deus que as nossas mentes aprenderam sobre ele na nossa juventude. Na nossa jornada em direção a Deus, a experiência pode nos capacitar a apreciar o que disse Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42:5). É apenas a passagem dos anos, para muitos de nós, que pode mudar o nosso conhecimento dos fatos em uma calma compreensão e sabedoria carinhosa. Na velhice, podemos ver melhor quanto é verdadeira a verdade.

Para começar, há uma diferença entre conhecer a Deus pela teoria e conhecê-lo pela experiência. Se a escolha é entre a verdade e a mentira, obviamente é uma coisa boa aprendermos a verdade sobre Deus enquanto somos jovens. Mas é só depois de termos tido alguns anos para lidar com a verdade durante as experiências sobe-e-desce na vida que realmente apreciamos o valor do que sabemos de Deus. É na vivência real que chegamos a valorizar a verdade da verdade de Deus. Davi disse: “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom” (Salmo 34:8). Quanto mais temos vivido com Deus, mais doce se torna a sua bondade.

Mas há mais uma coisa a respeito da idade. Como disse F. W. Robertson: “Ser homem na vida cristã é melhor que ser menino, porque é uma coisa mais madura; e a velhice deve ser uma coisa mais brilhante e mais calma e mais serena do que ser homem.” Uma razão por esta serenidade é que, normalmente, o cristão mais velho está mais próximo de alcançar o céu do que o jovem. E quanto mais nos aproximamos do nosso verdadeiro lar, mais valorizamos o amor do nosso Pai que nos espera lá. Não foi Paulo o jovem, mas Paulo o velho (Filemon 9), que escreveu estas palavras de amor esperançosa: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me esta guardada , a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:6-8). Conforme passam os anos, o “pensamento mais doce e solene” a qual se refere o grande hino de Phoebe Cary encherá mais os nossos corações: “Um pensamento doce e solene me vem à cabeça vez após vez: hoje estou mais próximo do meu lar do que qualquer outro dia.”

A velhice pode amar a Deus mais que
um doutor em teologia.

(Bonaventura)

–por Gary Henry

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A queda e restauração de Pedro

Pedro havia seguido Jesus de certa distância quando Jesus fora levado para ser julgado pelos principais sacerdotes e pelo Sinédrio. Testemunhas falsas haviam mentido a seu respeito. Alguns haviam cuspido nele. Outros baterem nele com as mãos, zombaram dele. "Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, vendo a Pedro, que se aquentava, fixou-o e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele o negou, dizendo: Não o conheço, nem compreendo o que dizes. E saiu para o alpendre. [E o galo cantou.] E a criada, vendo-o, tornou a dizer aos circunstantes: Este é um deles. Mas ele outra vez o negou. E, pouco depois, os que ali estavam disseram a Pedro: Verdadeiramente, és um deles, porque também tu és galileu. Ele, porém, começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais! E logo cantou o galo pela segunda vez. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. E, caindo em si, desatou a chorar" (Marcos 14:66-72).

Algumas horas antes, Pedro havia jurado ficar ao lado de Jesus, e até morrer com ele, se necessário, independente do que os outros fizessem (Marcos 14:29-31). Não duvidamos da sua sinceridade, nem questionamos suas intenções, mas como Jesus disse, "O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Marcos 14:38).

Então quando os soldados vieram prender Jesus, Pedro tirou sua espada e teria lutado até a morte. Naquela hora, ele ainda não entendia a natureza pacífica do reino de Jesus. Sendo reprimido e ordenado a guardar sua espada, e vendo o Senhor milagrosamente curar o homem que ele havia ferido deve ter o confundido bastante. E depois assistir mentirem sobre seu Senhor, cuspirem nele, baterem nele e zombarem dele enquanto ele não dizia e nem fazia nada em sua própria defesa. A vergonha e desgraça eram tantas que Pedro, com todas as suas boas intenções – sucumbiu à fraqueza da carne. O homem que fora tão confiante – talvez confiante demais – de sua devoção a Jesus, encontrava-se negando até mesmo que o conhecia. Negar seu Senhor com uma maldição e um juramento. Assim como Jesus predisse que ele faria (Marcos 14:30).

Aprendemos, observando as ações de Simão Pedro, que é preciso ter menos coragem para carregar uma espada do que para carregar a vergonha da cruz. Mas Jesus disse, "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." (Marcos 8:34 ).

Regozijamos que a negação de Pedro a respeito de Jesus foi uma recaída temporária. Ele arrependeu-se e continuou em frente para tornar-se um dos cristãos mais eficazes e mais influentes que já viveu. Que Deus permita que nós, também, possamos superar nossas fraquezas e sermos servos fieis de Deus.

–por Clarence R. Johnson

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Roubando a palavra de Deus

Roubar é um pecado lamentoso, citado com outros pecados lamentosos. Aqueles que cometem tais pecados não herdarão o reino de Deus.

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10).

Uma pessoa pode roubar de Deus segurando aquilo que é de Deus por direito – negligenciando dar conforme prosperou (1 Coríntios 16:1-2; Malaquias 3:8-10).

Uma pessoa pode até roubar a palavra de Deus. Deus fez esta acusação contra os profetas de Judá. “Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro”(Jeremias 23:30). Eles roubaram a palavra de Deus ensinado a sua própria palavra ao povo em vez de ensinar a palavra de Deus.

Isso continua hoje. Cristo, com toda a autoridade na terra e no céu, claramente disse, “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16:16). Quando alguém ensina a salvação pela fé somente, ele rouba das pessoas aquilo que Jesus realmente falou. Jesus disse, “Quem crer ...” [mas ele não parou aqui] “... e for batizado será salvo.” Ensinar que o batismo não é essencial para a salvação é cometer o mesmo erro pelo qual Deus condenou os profetas de Judá.

A carta de Tiago, no Novo Testamento, apresentou dificuldades enormes para Lutero, devido ao conceito dele de salvação pela fé somente. Ele chamou-a de uma epístola de palha. Ela ainda dá enormes problemas aos advogados da doutrina de Lutero, pois Tiago disse, “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente(Tiago 2:24).

Paulo disse, “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). Se isso é um bom conselho em relação a assuntos materiais, quanto mais em assuntos espirituais quando milhões e milhões de pessoas em cada geração precisam da salvação!

Não roube dos perdidos no mundo a palavra do Filho de Deus que lhes conta o que devem fazer para serem salvos dos pecados e das suas conseqüências horríveis.

Não esqueça o que Deus disse aos falsos profetas de Judá: “Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro” (Jeremias 23:30).

–por Billy Norris

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O valor do estudo bíblico

É essencial que tenhamos um bom senso de valores. Sabemos que isso é verdade no dia-a-dia. Sai caro ao comprar ou vender se não tivermos um senso correto de valores. A Bíblia mostra os naufrágios de muitos que não tinham um discernimento de valores – Ló, Esaú, Balaão, Judas e Demas. Nós reconhecemos o valor do estudo da bíblia?

A fim de ter o valor correto do estudo bíblico, temos primeiro que ter um valor apropriado da bíblia. Para aqueles que provavelmente vão ler isso, você já sabe o valor da Bíblia. Sabemos que é muito proveitoso como guia para esta vida e para apontar o caminho para a vida eterna. Podemos falar da boca para fora do seu valor, mas se realmente a valorizamos, iremos estudá-la. Vamos rever alguns motivos que nos lembram o valor do estudo bíblico.

Dá-nos fé (João 20:31). A fé é necessária para a conversão (Atos 15:7) e para agradar a Deus (Hebreus 11:6). É essencial para o filho de Deus pois “o justo viverá por fé” (Romanos 1:17). A fé é nosso escudo (Efésios 6:16) e nos dará a vitória (1 João 5:4).

Irá fortalecer nossa esperança que pode nos salvar (Romanos 8:24). Irá estimular nosso desejo de ir para o céu e nos dará a segurança de que estamos a caminho. Servirá de âncora nas tempestades da vida (Hebreus 6:18-20).

O estudo bíblico nos fará sábios naquilo que realmente importa (Salmo 119:98-99). Isto é, o estudo vai nos fazer sábios se continuarmos nas coisas aprendidas (2 Timóteo 3:14-15).

O estudo da palavra nos guarda do pecado (Salmo 119:9,11) e nos capacitará para superar o pecado (1 João 2:4).

O estudo da Bíblia nos ajudará a evitar a apostasia (Salmo 37:31). A falta de conhecimento da palavra de Deus leva a destruição (Oseías 4:6).

Dá alegria (Salmo 19:8). O mundo enganado não acredita, mas a alegria completa se encontra em Deus (1 João 1:4). O estudos faz-nos capazes de ter alegria mesmo nas coisas ruins (Tiago 1:2-4; Romanos 8:28).

O estudo da Bíblia consola (Salmo 119:92). Quando um ente querido parte deste mundo, nada pode nos consolar como a Bíblia (1 Tessalonicenses 4:18). Haverá horas na vida de cada um em que precisaremos de consolo. O estudo nos capacitará a encontrar consolo.

Fornece alimento para a alma (Mateus 4:4). Tem uma receita apropriada para a criança e outra para o maduro (1 Pedro 2:2). A palavra de Deus deve ser mais desejada do que ouro e todas as coisas materiais (Salmo 19:10).

Tem bons frutos (Mateus 7:16). Tem um efeito exaltante na humanidade. Tem liberdade avançada. Opõe-se as coisas que corrompem. Levanta a moralidade e dá dignidade às mulheres.

Salva a alma quando recebida corretamente (Tiago 1:21). Não é fria nem morta, mas é como um fogo (Jeremias 23:29) e é viva e poderosa (Hebreus 4:12). Levou 3.000 pessoas a procurarem a salvação em Cristo no dia de Pentecostes (Atos 2).

Se conhecemos e cremos nestas coisas, o estudo da Bíblia fará parte do nosso dia-a-dia.

–por Robert W. Goodman